- *É gostoso, tia Liege, prova.
- Obrigada querido, mas eu tô evitando doces. Preciso emagrecer urgente!
- Hummm... suas roupas estão apertadas?
- Não.
- Ih... agora ferrou. (com a testa franzida, cara de preocupado)
- Ferrou... como assim?
- É que um dia desses a minha mamãe também disse que estava gorda, que as roupas dela nem estavam mais cabendo. Então eu disse: "ah, mamãe... não é que a senhora está gorda, é que a máquina de lavar encolheu suas roupas".
- Ah...
- Mas se as suas roupas não estão apertadas, eu não sei o que dizer pra você, tia Liege. Eu não sei como ser gentil contigo...
* Fabinho aos sete anos
x
TransMISSÕES
"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais..."
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
Para Priscila (também)
“Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conforme à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito de muitos irmãos.” Rm 8.29
Cada vez estou mais convencida da qualidade relacional de Deus. Creio, por exemplo, que Ele criou o homem para expandir o perfeito amor que existia dentro da Trindade. Deus não precisava de mais ninguém, mas Ele quis ter com quem mais se relacionar.
Quando Deus enviou Jesus ao mundo, Ele o fez com o intuito de restabelecer a comunhão perdida por causa do pecado. É por isso que Ele não apenas salvou o homem do inferno, mas também o reconciliou consigo e formou uma família. "Dessa maneira, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina." 2Pe 1.4
É muito bom fazer parte da família de Deus! Melhor ainda ter uma irmãzinha como a Pri...
Parabéns, minha amiga, minha irmã.
Beijos e Bênçãos!
Cada vez estou mais convencida da qualidade relacional de Deus. Creio, por exemplo, que Ele criou o homem para expandir o perfeito amor que existia dentro da Trindade. Deus não precisava de mais ninguém, mas Ele quis ter com quem mais se relacionar.
Quando Deus enviou Jesus ao mundo, Ele o fez com o intuito de restabelecer a comunhão perdida por causa do pecado. É por isso que Ele não apenas salvou o homem do inferno, mas também o reconciliou consigo e formou uma família. "Dessa maneira, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina." 2Pe 1.4
É muito bom fazer parte da família de Deus! Melhor ainda ter uma irmãzinha como a Pri...
Parabéns, minha amiga, minha irmã.
Beijos e Bênçãos!
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009
Festa no céu
De 4 de janeiro a 4 de fevereiro aconteceu o Projeto Fortaleza. O objetivo deste projeto era fortalecer o Movimento Estudantil Alfa & Ômega na Universidade Estadual do Ceará (UECE). O projeto contou com 93 pessoas entre estudantes e obreiros e dois ministérios da Cruzada foram parceiros nesta empreitada: o próprio Alfa & Ômega e o BMM – Brasil Música e Missão. Durante este mês houve uma grande colheita na UECE e como resultado eu gostaria de apresentar duas novas irmãs: Távila Rabelo e Camila Cavalcante (no centro da foto acima, a esquerda está Débora Von Held (PUC-Rio), uma das minhas discípulas). Távila e Camila oraram convidando Jesus pra entrar em suas vidas no último dia em que fomos ao campus. Mas antes desse momento maravilhoso algumas coisas aconteceram e eu passo a narrá-las abaixo.
Eu e Débora estávamos procurando alguém com quem pudéssemos compartilhar o evangelho depois do primeiro show da banda V do Avesso (banda de Evangelismo do BMM). Foi aí que avistamos duas meninas, Camila e Danielle, e puxamos conversa. Logo descobrimos que elas já conheciam alguns estudantes do nosso grupo porque ao longo do mês já tinham sido abordadas várias vezes, porém ainda não tinham sido evangelizadas.
Neste dia nós conversamos bastante sobre questões sentimentais que era o que estava afligindo-as no momento. Conectamos-nos com elas através desse assunto quando compartilhamos algumas experiências particulares, momentos em que precisamos confiar em Deus para cuidar das nossas emoções. Foi muito importante mostrar a elas que Deus está preocupado com todas as áreas da nossa vida, mas como elas tinham pressa pra ir embora marcamos um almoço para dois dias depois com o objetivo de apresentar-lhes o evangelho.
Este seria nosso último dia no campus e eu cheguei à UECE determinada a falar para elas do amor de Jesus e orei pedindo a Deus que elas não faltassem o encontro. Soube depois que Débora mandou torpedos pros celulares delas confirmando que já estava no campus. Na hora marcada duas outras meninas do nosso grupo, Letícia (UFF) e Priscila (UFPE) juntaram-se a mim e Débora para o almoço com Danielle e Camila. Eu pedi que elas estivessem em oração para que Deus nos abençoasse quando fossemos falar. Danielle e Camila também convidaram outras três colegas, dentre elas, a Távila, que viria a se converter mais tarde.
O almoço foi desenrolando-se, cada uma pediu uma coisa diferente e a qualidade dos pratos foi severamente criticada. Mas a verdade é que por melhor que tivessem sido os pratos, nada rivalizaria com o banquete espiritual que desfrutaríamos em seguida.
Nós conversávamos naturalmente quando uma das meninas comentou algo a respeito do show da V do Avesso. Foi a deixa para eu perguntar se elas entendiam por que nós estávamos passando aquele mês na UECE, por que estudantes de tantos lugares pagavam caro para estar ali, etc. Uma delas respondeu que achava que na Bíblia tinha alguma coisa a respeito de ir junto pregar o evangelho. A partir desta resposta eu expliquei a elas sobre o amor de Deus que era tão real nas nossas vidas e nos constrangia a compartilhar com outras pessoas. Falei também que este amor estava disponível para elas mas requeria uma resposta. Eu compartilhei com elas meu testemunho pessoal. Infelizmente duas meninas precisaram ir embora e então ficamos apenas com a Danielle, Camila e Távila. Descobrimos que Danielle tinha entregado sua vida a Cristo em novembro e estava freqüentando uma igreja evangélica desde então (ela inclusive já tinha convidado Camila e Távila para ir com ela a igreja).
Então eu perguntei a Camila o que ela pensava de tudo o que falávamos. Ela começou a chorar e disse que a gente precisava saber que tudo o que o nosso grupo passou pra estar em Fortaleza tinha valido muito a pena porque, mesmo se ninguém mais tivesse dado atenção, ela deu. Ela estava bastante emocionada, mas era bem sincera também. Eu perguntei se ela tinha entregado sua vida a Jesus e ela disse que só sabia que Deus tinha começado uma coisa no seu coração. Eu citei Filipenses 1.6: "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus". Nesse momento Débora (minha discípula) compartilhou entusiasticamente seu testemunho pessoal. As meninas ficaram muito atentas a tudo que estavam ouvindo. Incrível como o testemunho pessoal é, via de regra, impactante para as pessoas. Por isso, passamos quase uma hora explicando como nos entregamos a Cristo e a diferença que Ele faz diariamente em nossas vidas.
Também me dirigi a Távila e igualmente perguntei se ela já tinha entregado sua vida a Cristo. Ela disse entender tudo o que estávamos falando e o que nosso grupo havia feito naquele mês na UECE, mas que ainda faltava alguma coisa pra ela tomar essa decisão, que faltava vontade. Eu lhes disse então que Jesus havia comparado o Reino dos céus a um tesouro que um homem acha num campo, esconde, e vende tudo o que tem pra comprar aquele campo a fim de ter direito sobre aquele tesouro. Eu lhes fiz ver que estavam diante do maior tesouro que poderiam alcançar, a salvação em Cristo Jesus, e que elas não precisavam e nem deveriam esperar mais nada pra agarrar esse tesouro. Eu as convidei a orar entregando a vida a Cristo e elas decidiram fazer esta oração. Foi um momento maravilhoso como a própria Camila declarou num vídeo que gravou depois. Eu e Débora, e também Letícia e Priscila que acompanharam tudo em oração, nos sentimos muito felizes por Camila e Távila. Danielle também vibrava pela decisão de suas colegas de curso e eu lhe disse que a partir de então ela tinha a responsabilidade de ajudá-las a caminhar na fé.
Nós temos trocado recados no Orkut (viva a tecnologia!), num deles Távila disse: “o importante é que vocês deixaram a sua mensagem aqui nos estudantes da UECE e tenho certeza de eles levarão essa mensagem adiante... eu também vou levar!!!”.
A experiência de levar alguém a Cristo, mesmo que se repita muitas vezes na vida, é indescritível. Fazer isso com Débora, que é uma discípula e amiga tão querida, é ainda mais especial. Eu lembro que passei alguns dias abraçando-a e comemorando a festa que estava havendo no céu.
Camila e Távila não foram as únicas. Ao longo do mês 291 estudantes oraram recebendo a Cristo na UECE através do evangelismo pessoal e várias estratégias usadas pelo Alfa & Ômega. Outros 176 oraram nos três shows realizados pelo BMM. Dezenas começaram o processo de edificação durante o próprio projeto, outros serão discipulados pelos estudantes do Alfa & Ômega na UECE e acolhidos nas igrejas de Fortaleza. Eu estou
tão feliz por tudo isso que nem sei ou quero terminar esse texto. É que adoro festa e não quero sair desta nunca...
Eu e Débora estávamos procurando alguém com quem pudéssemos compartilhar o evangelho depois do primeiro show da banda V do Avesso (banda de Evangelismo do BMM). Foi aí que avistamos duas meninas, Camila e Danielle, e puxamos conversa. Logo descobrimos que elas já conheciam alguns estudantes do nosso grupo porque ao longo do mês já tinham sido abordadas várias vezes, porém ainda não tinham sido evangelizadas.
Neste dia nós conversamos bastante sobre questões sentimentais que era o que estava afligindo-as no momento. Conectamos-nos com elas através desse assunto quando compartilhamos algumas experiências particulares, momentos em que precisamos confiar em Deus para cuidar das nossas emoções. Foi muito importante mostrar a elas que Deus está preocupado com todas as áreas da nossa vida, mas como elas tinham pressa pra ir embora marcamos um almoço para dois dias depois com o objetivo de apresentar-lhes o evangelho.
Este seria nosso último dia no campus e eu cheguei à UECE determinada a falar para elas do amor de Jesus e orei pedindo a Deus que elas não faltassem o encontro. Soube depois que Débora mandou torpedos pros celulares delas confirmando que já estava no campus. Na hora marcada duas outras meninas do nosso grupo, Letícia (UFF) e Priscila (UFPE) juntaram-se a mim e Débora para o almoço com Danielle e Camila. Eu pedi que elas estivessem em oração para que Deus nos abençoasse quando fossemos falar. Danielle e Camila também convidaram outras três colegas, dentre elas, a Távila, que viria a se converter mais tarde.
O almoço foi desenrolando-se, cada uma pediu uma coisa diferente e a qualidade dos pratos foi severamente criticada. Mas a verdade é que por melhor que tivessem sido os pratos, nada rivalizaria com o banquete espiritual que desfrutaríamos em seguida.
Nós conversávamos naturalmente quando uma das meninas comentou algo a respeito do show da V do Avesso. Foi a deixa para eu perguntar se elas entendiam por que nós estávamos passando aquele mês na UECE, por que estudantes de tantos lugares pagavam caro para estar ali, etc. Uma delas respondeu que achava que na Bíblia tinha alguma coisa a respeito de ir junto pregar o evangelho. A partir desta resposta eu expliquei a elas sobre o amor de Deus que era tão real nas nossas vidas e nos constrangia a compartilhar com outras pessoas. Falei também que este amor estava disponível para elas mas requeria uma resposta. Eu compartilhei com elas meu testemunho pessoal. Infelizmente duas meninas precisaram ir embora e então ficamos apenas com a Danielle, Camila e Távila. Descobrimos que Danielle tinha entregado sua vida a Cristo em novembro e estava freqüentando uma igreja evangélica desde então (ela inclusive já tinha convidado Camila e Távila para ir com ela a igreja).
Então eu perguntei a Camila o que ela pensava de tudo o que falávamos. Ela começou a chorar e disse que a gente precisava saber que tudo o que o nosso grupo passou pra estar em Fortaleza tinha valido muito a pena porque, mesmo se ninguém mais tivesse dado atenção, ela deu. Ela estava bastante emocionada, mas era bem sincera também. Eu perguntei se ela tinha entregado sua vida a Jesus e ela disse que só sabia que Deus tinha começado uma coisa no seu coração. Eu citei Filipenses 1.6: "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus". Nesse momento Débora (minha discípula) compartilhou entusiasticamente seu testemunho pessoal. As meninas ficaram muito atentas a tudo que estavam ouvindo. Incrível como o testemunho pessoal é, via de regra, impactante para as pessoas. Por isso, passamos quase uma hora explicando como nos entregamos a Cristo e a diferença que Ele faz diariamente em nossas vidas.
Também me dirigi a Távila e igualmente perguntei se ela já tinha entregado sua vida a Cristo. Ela disse entender tudo o que estávamos falando e o que nosso grupo havia feito naquele mês na UECE, mas que ainda faltava alguma coisa pra ela tomar essa decisão, que faltava vontade. Eu lhes disse então que Jesus havia comparado o Reino dos céus a um tesouro que um homem acha num campo, esconde, e vende tudo o que tem pra comprar aquele campo a fim de ter direito sobre aquele tesouro. Eu lhes fiz ver que estavam diante do maior tesouro que poderiam alcançar, a salvação em Cristo Jesus, e que elas não precisavam e nem deveriam esperar mais nada pra agarrar esse tesouro. Eu as convidei a orar entregando a vida a Cristo e elas decidiram fazer esta oração. Foi um momento maravilhoso como a própria Camila declarou num vídeo que gravou depois. Eu e Débora, e também Letícia e Priscila que acompanharam tudo em oração, nos sentimos muito felizes por Camila e Távila. Danielle também vibrava pela decisão de suas colegas de curso e eu lhe disse que a partir de então ela tinha a responsabilidade de ajudá-las a caminhar na fé.
Nós temos trocado recados no Orkut (viva a tecnologia!), num deles Távila disse: “o importante é que vocês deixaram a sua mensagem aqui nos estudantes da UECE e tenho certeza de eles levarão essa mensagem adiante... eu também vou levar!!!”.
A experiência de levar alguém a Cristo, mesmo que se repita muitas vezes na vida, é indescritível. Fazer isso com Débora, que é uma discípula e amiga tão querida, é ainda mais especial. Eu lembro que passei alguns dias abraçando-a e comemorando a festa que estava havendo no céu.
Camila e Távila não foram as únicas. Ao longo do mês 291 estudantes oraram recebendo a Cristo na UECE através do evangelismo pessoal e várias estratégias usadas pelo Alfa & Ômega. Outros 176 oraram nos três shows realizados pelo BMM. Dezenas começaram o processo de edificação durante o próprio projeto, outros serão discipulados pelos estudantes do Alfa & Ômega na UECE e acolhidos nas igrejas de Fortaleza. Eu estou
(Da esquerda pra direita: Letícia, Távila, Camila, eu, Danielle, Débora e Priscila)
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Domingo, 25 de Janeiro de 2009
Homenagem Póstuma
Ela fazia sombra e me oferecia o sabor mais delicioso dentre os mais de vinte tipos de fruta que eu posso relacionar, havia no meu quintal. Nela meu pai amarrava a ponta de uma corda de nylon por onde eu fazia subir, num abrir e fechar de braços, um aviãozinho de plástico quando era criança. Aquela mangueira foi testemunha das minhas primeiras decolagens.
Ao contrário de outras árvores do meu quintal, nela eu não subia. Seu tronco era muito alto e os galhos começavam a se espalhar numa altura que desaconselhava tal atrevimento. Ela se impunha e eu, que uma vez cortei a foiçadas um mamoeiro simplesmente por estar no caminho da minha bicicleta, respeitava-a.
Também nunca feri seu tronco para escrever nomes dentro de um coração mal desenhado. Ela não merecia sofrer por causa dos meus amores infelizes.
Mas um dia, ela mesma reconheceu-se infeliz e, ao contrário de mim que insisto em viver, decidiu que devia morrer. Então ela, que sempre foi tão querida viva, morta tornou-se um perigo, pois diziam estar prestes a desabar no telhado do vizinho. Chamaram um estranho (que não amava como eu a minha mangueira) e ele lançou-se sobre ela de maneira impertinente e cortou-lhe os galhos secos. Ninguém viu, mas eu subi no terraço de onde ficava a sua altura e chorei. Chorei porque achei que ela também chorava. Ela não estava morta, estava viva dentro de mim, e a cada machadada, só eu ouvia seus gritos de dor. Eu também sentia dor.
A dor da saudade da minha infância, que me é uma lembrança tão querida e incrivelmente recente! A dor por todas as coisas que perdi e por todos os que se foram e não voltam mais.
Acrescentei mais um item a minha coleção de perdas.
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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009
Obrigada
Quase ninguém sabe, mas hoje é o Dia da Gratidão.
Resolvi tirar do bolso uma singela listinha...
Eu agradeço aos meus pais por terem me trazido ao mundo (Deus conspirou com eles pra que eu existisse), e por nunca terem desistido de mim. Eles são exemplo para mim de cuidado, caráter, bondade, dedicação, zelo, amor, renúncia e outras tantas coisas que aprendi e ainda aprendo com eles e que fazem parte de quem eu sou.
Agradeço aos meus irmãos, todos eles, pela vida compartilhada numa casa cheia de generosidade e amor (e é claro, umas boas briguinhas!).
Agradeço aos meus amigos, todos eles. Para eles eu dedico estas linhas do poetinha:
“Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! (...) Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos.”
Por último e mais importante...
Eu agradeço a Deus por ter me dado a vida duas ve
zes e por ter planos grandiosos para mim. Para Ele eu dedico o meu salmo preferido:
“Senhor, Senhor nosso,
como é majestoso o teu nome em
toda a terra!
Tu, cuja glória é cantada nos céus.
Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos
firmaste o teu nome como fortaleza,
por causa dos teus adversários,
para silenciar o inimigo que busca vingança.
Quando contemplo os teus céus,
obras dos teus dedos,
a lua e as estrelas que ali firmaste,
pergunto: Que é o homem,
para que com ele te importes?
E o filho do homem,
para que com ele te preocupes?
Tu o fizeste um pouco menor
do que os seres celestiais
e o coroaste de glória e de honra.
Tu o fizeste dominar
sobre as obras das tuas mãos;
sob os seus pés tudo puseste;
todos os rebanhos e manadas,
e até os animais selvagens,
as aves do céu, os peixes do mar
e tudo o que percorre as veredas dos mares.
Senhor, Senhor nosso,
como é majestoso o teu nome em
toda a terra!” Salmo 8
Deus, muito obrigada!
Resolvi tirar do bolso uma singela listinha...
Eu agradeço aos meus pais por terem me trazido ao mundo (Deus conspirou com eles pra que eu existisse), e por nunca terem desistido de mim. Eles são exemplo para mim de cuidado, caráter, bondade, dedicação, zelo, amor, renúncia e outras tantas coisas que aprendi e ainda aprendo com eles e que fazem parte de quem eu sou.
Agradeço aos meus irmãos, todos eles, pela vida compartilhada numa casa cheia de generosidade e amor (e é claro, umas boas briguinhas!).
Agradeço aos meus amigos, todos eles. Para eles eu dedico estas linhas do poetinha:
“Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! (...) Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos.”
Por último e mais importante...
Eu agradeço a Deus por ter me dado a vida duas ve
zes e por ter planos grandiosos para mim. Para Ele eu dedico o meu salmo preferido:“Senhor, Senhor nosso,
como é majestoso o teu nome em
toda a terra!
Tu, cuja glória é cantada nos céus.
Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos
firmaste o teu nome como fortaleza,
por causa dos teus adversários,
para silenciar o inimigo que busca vingança.
Quando contemplo os teus céus,
obras dos teus dedos,
a lua e as estrelas que ali firmaste,
pergunto: Que é o homem,
para que com ele te importes?
E o filho do homem,
para que com ele te preocupes?
Tu o fizeste um pouco menor
do que os seres celestiais
e o coroaste de glória e de honra.
Tu o fizeste dominar
sobre as obras das tuas mãos;
sob os seus pés tudo puseste;
todos os rebanhos e manadas,
e até os animais selvagens,
as aves do céu, os peixes do mar
e tudo o que percorre as veredas dos mares.
Senhor, Senhor nosso,
como é majestoso o teu nome em
toda a terra!” Salmo 8
Deus, muito obrigada!
Segunda-feira, 6 de Outubro de 2008
Na contramão
(Um aviso às crianças que lerão este texto: não tentem fazer isso em casa, muito menos numa das avenidas mais movimentadas da cidade. Essa proeza foi realizada por uma pessoa que é expert em andar na contramão).
Dia desses, eu subi a Av. Perimetral na contramão.
Tem noção do perigo? Dirigia meu carro por volta das 23h e levava alguns amigos de carona para Niterói. Chegando a Av. Francisco Bicalho (Leopoldina), dei de cara com um enorme engarrafamento. Cansada que estava, propus irmos ao Pavilhão de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, vulgo Feira do Paraíbas, para jantar e fazer hora até que o congestionamento se diluísse.
Bom papo, bom jantar (divertido ver a Débora diante de um prato de carne-de-sol, mas arrumamos um queijo coalho pra nossa amiga vegetariana), e partimos pra casa. Nas proximidades da Leopoldina percebo que o engarrafamento ainda está formado. Já havia sido avisada por dois amigos que o imbróglio se dava até a rodoviária Novo Rio, que dali em diante o trânsito fluía tranqüilo, inclusive na Ponte Rio-Niterói.
A idéia: “vou tomar a Av. Perimetral e de lá acessar a ponte direto.” Tomei então a Av. Rodrigues Alves e comecei a dirigir no sentido Aterro pra fazer um retorno em frente o aeroporto Santos Dumont e enfim tomar o rumo de casa. Foi aí que lembrei que não precisava ir tão longe, havia uma agulha nas proximidades da Praça Mauá por onde eu poderia acessar a Perimetral. Muito bem, achei a tal agulha (pelo menos assim eu julgava) e como já era 2h da manhã não achei que precisasse fazer todos os retornos necessários para subi-la, tão mais fácil fazer uma “baianada” e tomá-la dali mesmo! Foi o que fiz.
Estava no meio da subida quando percebi dois policiais apontando armas para meu carro. Ouvi dos meus colegas tranqüilizadores “ferrou” e “vamos morrer”. Fiquei nervosa: por que os policiais me apontam armas?! Liguei a luz interna, apaguei os faróis e continuei a subida imaginando que se eu parasse, ou voltasse, eles por certo atirariam contra nós. Chegando lá em cima, encostei e um policial gritou na minha janela:
- Senhora! A senhora está na contramão!
- É mesmo?
- Pra onde a senhora está indo?
- Pra Niterói...
- E como foi que a senhora conseguiu chegar até aqui?
- Ah, eu to tentando fugir de um engarrafamento gigantesco na Leopoldina e achei que a Perimetral era a melhor forma de acessar a Ponte – desconversei (porque eu é que não ia explicar que fiz uma “baianada” pra chegar ali, né?).
- Senhora, manobra aqui e vai embora.
Foi o que fiz, manobrei e enquanto agradecia a sorte de não ter batido de frente com nenhum carro, vi uma Kombi passar ao meu lado e descer velozmente a agulha por onde eu acabara de subir e onde um carro ocupava toda a largura. Cento e cinqüenta metros adiante, passei pela tal agulha por onde devia ter subido. Ela existe de fato, só me equivoquei quanto a sua localização.
É claro que foi uma irresponsabilidade comigo mesma, com as pessoas que estavam dentro do meu carro (perdão, Débora, Milena e Marlon), e com prováveis vítimas em outro veículo. Foi sem dúvida um livramento de Deus e é uma boa história pra se contar e escrever no blog. Mas é claro também que uma vez que todos sobrevivemos, nós quatro damos boas risadas disso, e contamos a história como uma grande proeza, apesar do grande risco que todos corremos.
Não me orgulho de ter dirigido na contramão. Mas eu tenho orgulho de viver na contramão.
Num mundo onde há tanta avidez pelo acúmulo de riquezas, o que me deixa feliz é poder dar...
Num mundo que deturpou o conceito de família e o propósito para o qual ela foi criada, eu celebro a minha, e não desanimo porque sei que funciona...
Num mundo onde o culto ao corpo é supervalorizado, eu lamento não ler mais livros...
Num mundo que impõe a busca pelo prazer, tento com todas as forças manter-me pura...
Num mundo onde a indiferença é como uma doença endêmica, eu prefiro espalhar o vírus do amor...
Num mundo onde a regra é “primeiro eu, depois eu, e por último eu”, minha luta é para ser humilde. Meu Senhor me convidará para um lugar de honra...
Num mundo que previne para só confiar no seu filtro solar, eu tenho encontrado bons amigos. Alguns se tornaram como irmãos...
Num mundo onde se estimula a competição e o individualismo, eu prefiro viver pros outros...
Num mundo onde a raiva mata, eu luto com todas as armas para dar a outra face...
Num mundo cheio de gente só, eu gosto mesmo é de uma casa cheia...
Num mundo tão tecnológico, eu ainda prefiro um bom papo olho no olho...
Num mundo tão frenético, eu gosto de calma, do “murmúrio da brisa suave"...
Num mundo que oferece tantas opções, eu escolhi seguir o único Caminho...
Num mundo que relativou tudo, eu descobri e prego a Verdade.
Dia desses, eu subi a Av. Perimetral na contramão.
Tem noção do perigo? Dirigia meu carro por volta das 23h e levava alguns amigos de carona para Niterói. Chegando a Av. Francisco Bicalho (Leopoldina), dei de cara com um enorme engarrafamento. Cansada que estava, propus irmos ao Pavilhão de Tradições Nordestinas Luiz Gonzaga, vulgo Feira do Paraíbas, para jantar e fazer hora até que o congestionamento se diluísse.
Bom papo, bom jantar (divertido ver a Débora diante de um prato de carne-de-sol, mas arrumamos um queijo coalho pra nossa amiga vegetariana), e partimos pra casa. Nas proximidades da Leopoldina percebo que o engarrafamento ainda está formado. Já havia sido avisada por dois amigos que o imbróglio se dava até a rodoviária Novo Rio, que dali em diante o trânsito fluía tranqüilo, inclusive na Ponte Rio-Niterói.
A idéia: “vou tomar a Av. Perimetral e de lá acessar a ponte direto.” Tomei então a Av. Rodrigues Alves e comecei a dirigir no sentido Aterro pra fazer um retorno em frente o aeroporto Santos Dumont e enfim tomar o rumo de casa. Foi aí que lembrei que não precisava ir tão longe, havia uma agulha nas proximidades da Praça Mauá por onde eu poderia acessar a Perimetral. Muito bem, achei a tal agulha (pelo menos assim eu julgava) e como já era 2h da manhã não achei que precisasse fazer todos os retornos necessários para subi-la, tão mais fácil fazer uma “baianada” e tomá-la dali mesmo! Foi o que fiz.
Estava no meio da subida quando percebi dois policiais apontando armas para meu carro. Ouvi dos meus colegas tranqüilizadores “ferrou” e “vamos morrer”. Fiquei nervosa: por que os policiais me apontam armas?! Liguei a luz interna, apaguei os faróis e continuei a subida imaginando que se eu parasse, ou voltasse, eles por certo atirariam contra nós. Chegando lá em cima, encostei e um policial gritou na minha janela:
- Senhora! A senhora está na contramão!
- É mesmo?
- Pra onde a senhora está indo?
- Pra Niterói...
- E como foi que a senhora conseguiu chegar até aqui?
- Ah, eu to tentando fugir de um engarrafamento gigantesco na Leopoldina e achei que a Perimetral era a melhor forma de acessar a Ponte – desconversei (porque eu é que não ia explicar que fiz uma “baianada” pra chegar ali, né?).
- Senhora, manobra aqui e vai embora.
Foi o que fiz, manobrei e enquanto agradecia a sorte de não ter batido de frente com nenhum carro, vi uma Kombi passar ao meu lado e descer velozmente a agulha por onde eu acabara de subir e onde um carro ocupava toda a largura. Cento e cinqüenta metros adiante, passei pela tal agulha por onde devia ter subido. Ela existe de fato, só me equivoquei quanto a sua localização.
É claro que foi uma irresponsabilidade comigo mesma, com as pessoas que estavam dentro do meu carro (perdão, Débora, Milena e Marlon), e com prováveis vítimas em outro veículo. Foi sem dúvida um livramento de Deus e é uma boa história pra se contar e escrever no blog. Mas é claro também que uma vez que todos sobrevivemos, nós quatro damos boas risadas disso, e contamos a história como uma grande proeza, apesar do grande risco que todos corremos.
Não me orgulho de ter dirigido na contramão. Mas eu tenho orgulho de viver na contramão.
Num mundo onde há tanta avidez pelo acúmulo de riquezas, o que me deixa feliz é poder dar...
Num mundo que deturpou o conceito de família e o propósito para o qual ela foi criada, eu celebro a minha, e não desanimo porque sei que funciona...
Num mundo onde o culto ao corpo é supervalorizado, eu lamento não ler mais livros...
Num mundo que impõe a busca pelo prazer, tento com todas as forças manter-me pura...
Num mundo onde a indiferença é como uma doença endêmica, eu prefiro espalhar o vírus do amor...
Num mundo onde a regra é “primeiro eu, depois eu, e por último eu”, minha luta é para ser humilde. Meu Senhor me convidará para um lugar de honra...
Num mundo que previne para só confiar no seu filtro solar, eu tenho encontrado bons amigos. Alguns se tornaram como irmãos...
Num mundo onde se estimula a competição e o individualismo, eu prefiro viver pros outros...
Num mundo onde a raiva mata, eu luto com todas as armas para dar a outra face...
Num mundo cheio de gente só, eu gosto mesmo é de uma casa cheia...
Num mundo tão tecnológico, eu ainda prefiro um bom papo olho no olho...
Num mundo tão frenético, eu gosto de calma, do “murmúrio da brisa suave"...
Num mundo que oferece tantas opções, eu escolhi seguir o único Caminho...
Num mundo que relativou tudo, eu descobri e prego a Verdade.
Domingo, 17 de Agosto de 2008
Bee
Eu fui atacada por enxames de abelhas três vezes. Na primeira vez foram 19 picadas, na segunda 29 e na terceira 32.
Não foram boas experiências e eu passei a desejar nunca mais ser vítima desses animaizinhos tão pequenos e furiosos.
Ano passado eu dei de cara com uma Abelha novamente. De início me assustei, mas agora ela é minha amiga!
Abelha produz mel...
(Talvez esse post não receba comentários, pouca gente conhece a língua que estou falando. A maioria das pessoas fala rápido demais).
Não foram boas experiências e eu passei a desejar nunca mais ser vítima desses animaizinhos tão pequenos e furiosos.
Ano passado eu dei de cara com uma Abelha novamente. De início me assustei, mas agora ela é minha amiga!
Abelha produz mel...
(Talvez esse post não receba comentários, pouca gente conhece a língua que estou falando. A maioria das pessoas fala rápido demais).
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